Quantum of Language – A Dimensão da Imortalidade. Uma proposta de um modelo para as organizações mentais e energéticas do ser humano.

 

As Organizações Mente-Energia do Ser Humano (do livro A Ciência do Improvável, de Celso C Pitta)

Proponho aqui um modelo, ainda que rudimentar, do que entendo ser uma relação entre mente/corpo e energia, que chamei de Organizações Energéticas no ser humano. As escolas místicas e algumas disciplinas como a biopsicoenergética chamam estas organizações de corpos sutis ou corpos energéticos.

Nesse modelo podemos falar em uma inteligência, ou inteligências, que atuam em organizações no nosso sistema mente/corpo, ou seja, no nível instintivo (inferior), nos níveis emocional e intelectual (esfera do ego), nos níveis do “Si Mesmo” individual (Self), e da consciência transcendental (Mente Cósmica).

Cabe aqui uma definição do termo empregado como Mente Cósmica, ou Consciência Cósmica, que se refere a um nível de consciência em que nos conectamos com o absoluto, onde as ideias e os pensamentos transcendem os estados relativos da existência.

O quadro abaixo mostra como essas organizações energéticas estão relacionadas a funções psicológicas individuais e coletivas.

As organizações energéticas do homem

(I- Instintiva, II- Sexual, III- Racional, IV – Emocional e V- Transpessoal).

Quadro I – As Organizações Mentais e Energéticas do Ser Humano

A cada organização dessa estrutura temos um estado de consciência correspondente. As quatro primeiras organizações referem-se à personalidade e aos estados comuns de consciência do ser humano. A Quinta Organização Energética está relacionada a um nível superior de energia, que nos liga à consciência cósmica. Segundo a psicologia junguiana, essa consciência seria a sede das intuições.

Embora a existência de organizações energéticas não seja um fato comprovado pelos cientistas, esse modelo apresenta a hipótese, baseada em algumas áreas do conhecimento humano, de que o homem possui organizações energéticas básicas, que estão relacionadas a funções como intelecto, emoção, sexualidade, sobrevivência e a estados mais sutis de consciência.

Nesse caso, o cérebro não seria um órgão, ou sistema, centralizador da inteligência, mas se distribuiria por outros sistemas ou organizações inteligentes.

Esse modelo, entretanto, é somente um esquema didático muito rudimentar e não pretende traduzir a dinâmica real do funcionamento dessas organizações energéticas, porque isto não seria possível.

Conforme mostra a figura acima, a Quinta Organização Energética se refere a um nível especial, onde o ser humano tem o primeiro acesso a um estado transpessoal de consciência. É o nível mais alto da consciência individual, a partir da qual a mente quântica opera uma descontinuidade e um colapso – uma não localidade.

O termo Organização Energética foi privilegiado em relação ao termo cerebral para não passar uma ideia que o ser humano seria um subproduto dessas organizações, como uma máquina, reduzido a componentes que possuem uma existência própria e independente, comandado por uma “sede central” de inteligência.

 

As Dimenssões da Consciência

 

Figura I – Os 5 Arquétipos da  Consciência

Na Primeira Organização Energética é que está o controle das nossas funções involuntárias, ligadas à nossa sobrevivência, tais como batimentos cardíacos, respiração, circulação do sangue, controladas por um pequeno bulbo nervoso, a Medula Oblonga, situada na parte de trás da cabeça, na altura dos ouvidos.

Nossa primeira Organização Energética não deixa de funcionar nem mesmo quando estamos inconscientes, como no sono. Na realidade, só para de funcionar, de fato, com a morte do corpo físico.

Essa organização tem memória e registra tudo o que acontece e aconteceu em nosso corpo, desde que foi criado. Ligada à sobrevivência, nunca se esquece dos eventos ocorridos e controla todos os aspectos ligados à mecânica corporal.

Nós podemos, todavia, influenciar a primeira Organização Energética, da sobrevivência. Como ela registra todas as experiências pelas quais passamos, isto pode significar, na maioria das vezes, que nossa vida pode ficar bloqueada por experiências, ou traumas adquiridos, que nos forçarão a viver de acordo com um padrão de comportamento.

Isso é assim porque esta organização não consegue, por si só, fazer as correções necessárias para nos livrar desses padrões.

Localizada na parte interna do cérebro, na altura dos ouvidos, a Medula Oblonga é responsável pelo controle dos movimentos involuntários dos órgãos, como os do coração, e mais acima temos a Glândula Pineal, que transmite informações para o hemisfério direito do cérebro, conforme mostra a figura abaixo:

Figura II – Medula Oblonga e Glândula Pineal

A energia vital, normalmente utilizada para manter os movimentos involuntários do corpo, principalmente os do coração, precisa ficar livre para se conectar à Quinta Organização Energética, ou seja, aos níveis da consciência transcendental, fonte de toda criação.

Pode-se dizer que é este o nível onde a consciência criativa é potencialmente mais poderosa em relação aos outros níveis inferiores, pela razão de estar mais próximo da fonte da energia criadora.

Desta forma, nós trabalhamos com os campos de energia do corpo e os usamos para efetuar mudanças no campo eletromagnético (Segunda Organização Energética), que muda o funcionamento do cérebro e a ativação dos neurotransmissores.

No manejo das funções involuntárias, citadas anteriormente, a do coração tem uma importância significativa. Primeiro porque, fisiologicamente, é este órgão que envia o sangue para todas as partes do corpo; sendo assim, ele tem uma função de vital importância.

Embora em nossa sociedade moderna atribua-se, metaforicamente, as funções da emoção e dos sentimentos ao coração, costuma-se dizer a alguém que precisa tomar uma decisão, que ouça o seu coração, o que de certa forma implica em uma maneira de obter entendimento e sabedoria.

Outra questão fundamental ligada à criatividade é a da escolha.

Ela é a manifestação maior da nossa liberdade.

Os seres humanos são os únicos que são dotados de livre arbítrio; os outros seres vivos não podem fazer escolhas sobre seus destinos e é por isto que nos aproximamos mais do Criador. Também somos os únicos a ter uma auto consciência.

Mas qual seria a importância dessa escolha, no processo evolutivo?

O desenvolvimento da consciência, quando nos conectamos à nossa Quinta Organização Energética – a Transcendental.

Ela também nos conecta a realidade da descontinuidade do espaço-tempo, da imortalidade.

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