Deus e o Cérebro Humano – A Imortalidade. Nosso cérebro faz parte, não só da nossa representação interna da vida psíquica, como também nos conecta a um mundo de possibilidades. Dentre elas, o mundo divino.

 

Assim como na visão junguiana dos arquétipos, que são expressões dinâmicas e vivas, como símbolos de transformação, carregados de energia afetiva, também a física quântica acredita que certas funções cerebrais não podem ser explicadas somente pela abordagem neurobiológica.

John Eccles, por exemplo, que isolou a atividade elétrica do corpo celular de um neurônio, afirmou que deve existir uma relação entre a alma e o cérebro, por meio de uma fonte especial – o psychon, cuja atividade ocorreria nos níveis subatômicos e, portanto, quânticos.

O matemático Roger Penrose, também não acredita que a consciência se processa somente nos níveis cerebrais e em suas redes neurais. Acredita que o fenômeno da consciência ocorre nos eventos quânticos, em diminutas estruturas – os microtúbulos – situados no  interior do neurônios e das redes neurais.

O fato é que, tanto a consciência como os eventos básicos como personalidade, afetividade, sentimentos e  emoções, passam primeiramente pelos nossos circuitos neurais, formando  assim, nossa visão de mundo, com a interação da linguagem que desenvolvemos juntamente com as estruturas de nossa percepção da realidade.

Assim como Einstein, que deu uma dimensão extrafísica ao fenômeno de energia, e também Jung, no conceito de símbolos e arquétipos e seu Inconsciente Coletivo, podemos entender a realidade a partir de uma visão que não está somente situada em nossos cinco sentidos, muito embora eles sejam as portas principais de entrada de nossas representações sobre a vida – as áreas interpretativas do cérebro.

Com as representações que fazemos internamente sobre a vida e a realidade, podemos compreender o mundo e a nós mesmos, nosso comportamento e intenções.

A Linguagem Simbólica e o Cérebro

 

O cérebro humano evolui de estruturas reptilianas e de mamíferos inferiores.

A parte reptiliana do cérebro corresponde à maior parte do tronco encefálico. Sobre este, a natureza colocou o dos mamíferos inferiores, que desempenha uma função básica no comportamento emocional do ser humano.

Ambos, o reptiliano e o dos mamíferos, todavia, não estão aparelhados para expressar sentimentos e emoções em palavras. Essa última aquisição dos mamíferos superiores – o terceiro cérebro – é o neocórtex, que vem adicionar a capacidade intelectual às faculdades psíquicas dos mamíferos superiores.

O Sistema Límbico e Deus

 

O sistema límbico é o responsável pela nossa sobrevivência, modificações e ajustes entre o corpo e o mundo externo, e por um controle interno do sistema autônomo e endócrino, das funções de autopreservação.

Ainda, propicia respostas motivacionais aos estímulos recebidos pelo meio ambiente, por meio do qual o indivíduo procura ou evita estes estímulos para fugir da dor e buscar o prazer. E aqui está uma função, já identificada por Freud, que podemos utilizar a nosso favor. Nossa mente e cérebro buscam naturalmente o prazer.

Mas descobriu-se também que este sistema límbico detecta um estado de “presença” de experiências de natureza visual, relacionadas a espiritualidade, como no caso da prática de orações e meditação, quando há uma percepção clara de separação do nosso eu e o mundo.

Ele está, então, intimamente relacionado às nossas experiências transcendentais e espirituais.

Assim como os psychon e os microtúbulos, nossa mente sobrevive em um campo informacional, após a destruição de nosso corpo físico.

Ativando o Sistema Límbico

 

A percepção que temos de uma dimensão transcendental em nós, como um centro de organização psíquica, o Self ou alma, na linguagem junguiana, está nos domínios de nossa memória pela influência direta das emoções.

Este sistema está, modernamente falando, relacionado ao que se chama de cérebro “psicoencéfalo”, pelo motivo de que mantém importantes funções com o psiquismo humano, afetividade, intelecto e emoções.

Uma forma e ativação do sistema límbico é fazermos uma conexão com nosso corpo, respiração e concentração, como nas meditações que os orientais com a Yoga, introduziram em nossa cultura ocidental.

A mente não pode controlar ela mesma, mas, pela nossa concentração intencional e consciente podemos interferir no processo e ativar nossa comunicação transcendente.

A questão aqui lançada é a de sabermos que estamos aparelhados, como um milagre da Criação, como um produto de milhões de anos de evolução.

Também estamos destinados, como um milagre, a sermos imortais. Assim falam as religiões e também agora a ciência, que vem investindo aberta e declaradamente na busca da imortalidade.

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